Apoio à economia criativa transforma talento em negócios que geram renda e futuro

03/08/2026
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Por não se reconhecerem como empreendedores, artistas, músicos, estilistas, ilustradores e até desenvolvedores de games — entre outros profissionais da chamada economia criativa — enfrentam dificuldades para transformar o seu ofício, ou melhor, a sua arte, em um negócio sustentável.

Na produção musical, por exemplo, há uma desigualdade estrutural evidente. Quase 50% do mercado é formado por artistas independentes, e o profissional da música autoral costuma ser um empreendedor multitarefa — o artista-gestor, que acumula as funções de criação, produção, marketing e administração financeira.

Diante dessas lacunas, o Sebrae-SP, com apoio do Sebrae Nacional, lançou o Polo de Referência em Economia Criativa ‘Crie Sebrae’. A proposta é estimular a criatividade aplicada ao empreendedorismo por meio de mentorias individuais, cursos e orientação.

“O Polo de Economia Criativa veio contribuir para a realização dos sonhos desses empreendedores”, afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, que destaca que o setor representa quase 4% do PIB brasileiro.

Inicialmente voltado às áreas de audiovisual, moda e games, o programa já acumula números expressivos: mais de 5 mil empreendedores atendidos, mais de 250 micro e pequenas empresas em ações de internacionalização e um impacto superior a R$ 60 milhões em potencial de negócios apenas entre 2024 e 2025.

“O Brasil tem grandes talentos na produção de jogos. E o Sebrae me deu a oportunidade de participar de eventos do setor, na condição de expositor e palestrante”, conta o desenvolvedor de games Antônio Willian Barros Lima, que esteve na Gamescon, principal evento da indústria de jogos virtuais, a convite do Sebrae.

Fábricas de Cultura

O alcance do ‘Crie Sebrae’ foi ampliado pela parceria com as Fábricas de Cultura do estado de São Paulo, que aproximam o programa de jovens de diferentes regiões. No total, são 16 unidades, sendo 10 na capital paulista e outras seis no interior.

A ideia é que os jovens saiam das oficinas com a intenção de continuar estudando e com ferramentas para transformar seus talentos em oportunidades de negócio.


Fonte: Com informações de Agência Sebrae

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